Em busca do Japão perdido.

5 06 2009

Desde a época em que era criança, tinha uma certa curiosidade pelo Japão, achava incrível o fato de meus avós terem vindo do outro lado do mundo, mas não tive muita vontade de aprender sobre isso, apenas aceitava o fato, e tudo da cultura japonesa que aprendi, foi no dia-a-dia, convivendo com eles e seus hábitos.

Hoje vivendo aqui no Japão, vejo o quanto deixei de aprender com meus avós, acho que minha adaptação teria sido muito mais fácil se tivesse aprendido um pouco mais com eles.

Mas como já não há mais como voltar atrás, tive que me virar sozinho para aprender a língua, e a maioria dos costumes dessa terra, e vez ou outra sinto o quanto meus avós tinham a me ensinar, e agora me pego relembrando alguns hábitos de minha infância, muitas coisas que me foram ensinadas e que nem tinha consciência que eram uma pequena parte da cultura japonesa que me eram passadas.

Hoje vou aos poucos reencontrando o Japão perdido da minha infância, em cada costume que me foi ensinado, na maneira de pensar, de comer, de viver, e sinto uma grande gratidão por meus avós, que mesmo que eu não quisesse, e que depois tenha em parte esquecido, me legaram coisas valiosas que me foram muito úteis quando vim ao Japão, reencontrando em cada canto desse país, o rosto de meus avós.

E tudo hoje é na verdade um reecontro, e muita gratidão por ter tido ao menos uma pequena oportunidade de ter contato com essa cultura, mesmo estando no Brasil.





Onde isso vai parar.

20 05 2009

Olá pessoal.

Encontrei ontem uma notícia no site do G1, que me deixou preocupado, a xenofobia, que é um comportamento considerado normal em tempos de crise, está começando a tomar forma também no Japão.

Enquanto vivemos na incerteza do amanhã aqui no Japão, me parece que este país está tentando tornar os estrangeiros responsáveis por uma parte da crise atual, de repente nos tornamos “persona non grata” neste país.

E o mais incrível de tudo é que internamente, não há nenhuma informação sobre as declarações da reportagem, eles simplesmente omitem dos noticiários qualquer informação que possa ser constrangedora para o governo japonês. O governo japonês, despachando os brasileiros? Mentira, não ouvi uma só palavra na TV nem nos jornais. Essa é a reação dos japoneses, eles preferem fechar os olhos para os problemas, pois o que os olhos não veem o coração não sente.

Pior para nós os descendentes, que temos tanta afinidade com essa terra, pois achamos que somos como irmãos que vieram de fora e seríamos aceitos facilmente, ledo engano, pois quando a coisa aperta ouvimos afirmações cínicas de políticos que  não sabem o quanto é sofrido viver e trabalhar em um país estranho. Na época em que o Japão precisava de mão de obra e os jovens desse país não queriam trabalhar em serviços pesados e sujos, viemos e demos nossa contribuição, e agora que não somos mais necessários simplemente somos convidados a nos retirar.

E a sociedade no geral, simplesmente ignora esse fato, pois com uma mídia manipulada, não se tem conhecimento de nada, nem desse “incentivo” do governo para a retirada dos estrangeiros, nem das afirmações polêmicas de alguns políticos, a xenofobia está se tornando um cinismo deslavado, e nós as “vítimas” disso, somos obrigados a aceitar tudo sem discutir.

E sobre essa idéia de “exigir o conhecimento do idioma japonês para a liberação do visto”, eu duvido que metade dos estrangeiros passe em qualquer prova que o governo venha a exigir, e principalmente os que estão faz pouco tempo no país, pois muitas províncias e prefeituras não tem um programa que ajude o estrangeiro a se integrar a comunidade japonesa. Simplesmente muitos apontam dizendo isto ou aquilo é errado, mas não fazem muito para ensinar os costumes e as regras da vida no Japão. Simplesmente fecham os olhos para o fato de que não vivemos de graça aqui, também pagamos impostos como qualquer japonês, tudo o que eles pagam nós brasileiros também pagamos, e agora somos simplesmente convidados a nos retirar, como se o tempo em que estivemos aqui, fosse um favor gratuito feito pelo governo japonês.

Por isso me pergunto, onde é que vai parar tudo isso, o cinismo de um governo que agora quer lavar as mãos, quando vê que não há como arrumar facilmente uma colocação para os estrangeiros, mais a xenofobia de um povo, que acha que todos os problemas serão resolvidos apenas ignorando a presença desses estrangeiros do seu quintal.

E assim caminha o Japão nos dias de hoje.





Os japoneses são frios?

17 05 2009

Olá a todos.

Umas das coisas que nunca tinha me passado pela cabeça, mas que desde criança fazia parte de minha vida, era o fato dos japoneses serem excessivamente reservados. Meu avô, era um japonês típico, calado, turrão, rígido na educação e em seus princípios, não muito hábil em demonstrar seus sentimentos. Mas a sua maneira, demonstrava seu amor pela família.

Isso não me parecia estranho por causa da convivência, e quando vim ao japão, percebi nos japoneses mais velhos o mesmo tipo de comportamento, e em um grau um pouco menor, nos mais jovens.

Como no Brasil tinha poucas referências para entender este tipo de comportamento, não entendia muito bem e achava isso normal, mas chegando aqui comecei a entender melhor o comportamento desse povo.

Com muita curiosidade olhava a maneira dos japoneses se relacionarem uns com os outros. Sempre com muita cerimônia e respeito, parecia que sempre estavam sempre se reverenciando mutuamente, até contava quantas vezes eles se curvavam quando agradeciam algum favor.

Até hoje me parece estranho como eles evitam demonstrar seus sentimentos em público, são raros os casais que andam de mãos dadas, e beijos em público então nem pensar. Em conversas entre casais, mesmo amigos, eles ficam envergonhados quando se falam assuntos como esse. Os amigos não se abraçam, no máximo um aperto de mão, parece até que existe um muro invisível entre eles.

E por causa de tudo isso fica a impressão de que são um povo frio, o que não deixa de ser verdade, se comparado a cultura irreverente dos brasileiros, mas quando visto de um outro ângulo, seria mais um excesso de respeito por parte dos japoneses. No Japão existe um ditado que diz, “tanin doushi, reigi ari”, que quer dizer “entre estranhos, deve existir respeito”, que traduz a maneira que os japoneses encaram a relação com outras pessoas.

Mas apesar das aparências, existem os japoneses que são bem parecidos com os brasileiros, assim como existem os brasileiros que são bem reservados, muito mais parecidos com os japoneses, mostrando que sempre existem as excessões à regra. Mas todos os japoneses, depois de uma longa convivência, acabam se tornando mais abertos, apesar de no começo ser meio estranho, no final eles acabam por se acostumar com qualquer um.

Mas a cultura de um povo é algo que não pode ser mudado, e tudo funcionou muito bem até hoje e assim será por um bom tempo, mas mesmo assim tenho ainda muito o que aprender sobre os japoneses.

É isso aí pessoal, um abraço.





A diferença nossa de cada dia.

7 04 2009

Olá pessoal.

Hoje andei pensando novamente sobre as diferenças entre brasileiros e japoneses aqui no Japão. Porque gostar ou desgostar uns dos outros?

Há aqueles que gostam daqui, por causa do dinheiro, da segurança, da estabilidade e tudo o mais que existe de bom nessa terra.

E há aqueles que não gostam daqui, por causa da cultura, da língua, das pessoas, e tudo o mais que possa tornar a vida aqui mais difícil.

Acredito que todos aqueles que não gostam daqui, sejam aqueles com problemas de adaptação, conheci muitos deles, uns diziam ficarem nervosos por não entenderem o que os japoneses diziam, outros achavam os japoneses muito “bobos”, ficavam sempre rindo de piadas sem graça e brincadeiras infantis, outros se achavam segregados pelos japoneses, diziam que por serem brasileiros, eram tratados de maneira diferente.

Todas as reclamações tem seu fundo de verdade, mas se forem vistos de um outro ponto de vista, mostra a falta de conhecimento e a falta de habilidade em se lidar com uma cultura diferente.

Sobre os japoneses parecerem bobos, por um certo lado concordo, mas acho que isso se deve a cultura do pós-guerra, não existe tensão, nem uma vida “dura” o suficiente para que sejam “espertos” como os brasileiros, por causa disso, acho que não existe a malícia acentuada de um brasileiro, acostumado a sempre supor que o próximo pode lhe sacanear.

O humor japonês e as piadas, são outra coisa que os brasileiros não entendem, o senso de humor japonês é totalmente diferente do nosso, assim os japoneses não entendem nossas piadas, assim como eu não entendo as piadas dos americanos, cada povo tem uma maneira própria de entender as coisas, sendo assim não há como se entrar em um consenso, a não ser que se conheça a cultura e a língua uns dos outros.

Os japoneses não entendem a graça de uma piada de portugues e brasileiros não entendem aqueles dois comediantes que falam rápido pra caramba e ficam batendo na cabeça um do outro, mas fazer o que, é a cultura de cada povo e fica difícil explicar tanto para o japonês como para o brasileiro, só tendo um bom conhecimento da língua e dos costumes é que se pode entender o porque de tantas risadas dos dois lados.

E finalmente existe a reclamação da discriminação que muitos “pensam” sofrer, eu digo “pensam” porque na grande maioria das vezes é só uma impressão causada pela maneira de agir dos japoneses ou pela maneira de falar, mas vendo “de fora”, como um observador, muitas vezes a maneira como os brasileiros falam com os japoneses, é um palavreado seco, pela falta de conhecimento do idioma, e desrespeitosamente intimista para os costumes japoneses, que são um povo muito reservado, o que no final acaba causando um distanciamento pela estranheza da cultura e dos costumes do brasileiro, que dá a impressão de que os japoneses não gostam de brasileiros ou não querem conversar conosco.

Mas apesar de todas as diferenças e dificuldades, conheci pessoas que se adaptaram muito bem ao Japão, assim como os japoneses que foram ao Brasil também se adaptaram, e assim continuamos nosso intercâmbio.

É isso aí pessoal, até a próxima.

Um abraço.





Padronização, a resposta para todos os males.

1 04 2009

Olá a todos.

Japão e Brasil, entre tantas diferenças que vejo entre os dois países, acho que a maior é a padronização, no Brasil estamos tão acostumados a dar um jeitinho em tudo, que o sentido da padronização se perde entre as tantas gambiarras feitas ao longo do processo.

O Japão pode-se dizer, é um exemplo de padronização, desde alimentos até móveis e eletrônicos, tudo tem um padrão que deve ser seguido, ficando assim  mais fácil prever e planejar o espaço que será tomado por um móvel, a quantidade de um ingrediente em uma receita, o tamanho e a quantidade de material para uma reforma, tudo é feito para se encaixar em um padrão, sem a necessidade da nossa tão conhecida gambiarra.

O padrão é algo muito bom, pois desonera o consumidor de ter que pensar mais que o necessário, pois todos procuram soluções, e não mais coisas para pensar. Uma coisa interessante aqui por exemplo, são as casas, os cômodos são construídos em um padrão de área chamado “jou”(lê-se diou), que é a medida padrão dos tatamis usados aqui, geralmente os quartos de tamanho médio são de 6 tatamis colocados em uma ordem específica, isso torna mais fácil na hora de comprar um carpete para o quarto ou uma mesa. As janelas e portas também entram nessa ordem de padronização, os vidros e esquadrias são de um tamanho padrão e fica mais fácil assim comprar cortinas ou colocar uma veneziana na janela.

Alimentos também tem um padrão, tomate, batata, melão, melancia, pepino, pimentão, repolho, acelga e outras hortaliças e frutas, são vendidas em um tamanho e quantidade definidos, é muito difícil encontrar legumes e verduras fora dos padrões, eles dificilmente chegam ao consumidor final.

Onde eu quero chegar com tudo isso afinal?

Quero dizer que os padrões tornam tudo mais fácil, tanto para quem consome como para quem produz. Quem produz pode reaproveitar maquinário e embalagens para vários produtos, facilitando a produção e o transporte. O consumidor tem a vantagem de poder escolher entre produtos mais refinados e com um mínimo de qualidade já garantida. E aqui no Japão vejo os padrões levados muito a sério, tudo é feito para que o consumidor tenha o melhor produto com o mínimo de trabalho, um padrão cultural de dar inveja.

Nós brasileiros temos uma auto-imagem de que somos espertos e flexíveis, nos adaptamos e damos um jeito em tudo, em parte acho que isso vem da necessidade de sermos forçados a nos adaptar a muitas coisas no Brasil, esse costume já tornou-se algo enraizado na cultura do “jeitinho brasileiro”, bom por um lado, mas péssimo por outro, pois nos tornamos complacentes, aceitando coisas que seriam inconcebíveis em um país de primeiro mundo. Sem um padrão a ser seguido, tudo torna-se uma bagunça só, e todos tomam a atitude do cada um por si, e a estrutura toda desmorona. O que falta em nosso país são padrões, não apenas industriais, mas principalmente morais e culturais, pois sem uma base sólida não se constrói nada, nem uma cultura nem um país.

Por hoje é só, um abraço.





O choque de culturas.

15 03 2009

Olá pessoal, vou continuar falando sobre as diferenças culturais.

Nas fábricas aqui no Japão, tive a oportunidade ver muitos casos de mal-entendidos devido as diferenças entre o modo de pensar dos japoneses e brasileiros.

O brasileiro tem o hábito devido a cultura, de pensar por si mesmo e ir dando um jeito em tudo, enquanto os japoneses geralmente esperam uma ordem para se moverem, e isso muitas vezes faz com que os brasileiros sejam vistos como indisciplinados, algumas vezes por não entenderem uma ordem direito e logo partirem para a ação e fazerem errado, outras vezes por acharem que isto ou aquilo não está bom e tentarem arrumar do seu jeito. Isso muitas vezes não é aceito pelos chefes, pois na cabeça dos japoneses, é necessário cumprir uma norma não dita, na qual quem manda é seu superior e é necessário passar pelas fases de comunicar, explicar, receber a autorização e só depois partir para a execução.

O interessante é que mesmo o resultado sendo positivo, os chefes costumam dizer que precisam ser avisados em primeiro lugar. Aí é que vejo a diferença entre as culturas, o brasileiro tem por cultura uma atitude mais complacente com as coisas, tanto no trabalho como na vida. Em contrapartida, os japoneses por cultura são um povo que se organiza coletivamente para tudo, por isso há sempre a necessidade da hierarquia, de um líder, e é sempre bem demarcada a linha entre líderes e liderados.

Já ouvi comentários de brasileiros como “porque tenho que obedecer um cara mais burro que eu?” ou “que cara mais burro, não sei como chegou a chefe.”, comentários típicos de vários brasileiros que conheci.

Por outro lado também já ouvi desabafos dos chefes como “porque ele nunca escuta o que falo?” ou “porque tenho que repetir sempre a mesma coisa?”

Nós os brasileiros não temos disciplina ou os japoneses não tem tolerância?

Acho que nenhum dos dois, o que existe é a falta de conhecimento e compreensão mútuas, e também os dois lados costumam generalizar a maneira de se verem. Tanto aqui no Japão como no Brasil existem hábitos e regras que devem ser seguidas para uma convivência pacífica.

Praticamente a história da comunidade brasileira no Japão ainda é muito recente e acho que ainda há muito a ser feito para que possamos, japoneses e brasileiros, nos entender.

É isso aí, um abraço pessoal.





Analfabeto? Eu?

9 03 2009

Tabela de horário de ônibus.

Tabela de horário de ônibus.

Olá a todos os poucos leitores do meu blog.

Tive a idéia de escrever este post porque acho que para nós que somos alfabetizados é difícil imaginar a dificuldade que passa uma pessoa analfabeta.

Quando vim para o Japão me deparei com um país completamente estranho, do qual eu conhecia um pouco da cultura mas nada da língua nem da escrita. No começo não me importava muito com isso pois na minha cabeça eu ainda estava em fase de adaptação e tudo acabaria se ajeitando com o tempo.

Mas passado esse período, comecei a me sentir incomodado, começaram a aparecer as dificuldades.

Fui ao banco e não conseguia sacar dinheiro no caixa-eletrônico, pois não conseguia ler as instruções, e me perguntava onde diabos estava o botão de sacar. Não conseguia comprar uma passagem de trem pois não conseguia ler o nome do destino na tabela de preços. Indo ao supermercado não sabia diferenciar o sal do açúcar! Claro, está escrito na embalagem mas não sabia ler, aí é que caiu a ficha, eu era um analfabeto, um completo analfabeto nessa terra estranha de uma escrita estranha.

As  coisas mais comuns que estamos acostumados a ver como a embalagem de algum produto, as placas das lojas, jornais, revistas, cardápios de lanchonetes e restaurantes, o nome de uma estação de trem, o destino de um ônibus, tudo era uma incógnita, um amontoado de símbolos estranhos sem sentido algum.

Interface de caixa eletrônico.

Interface de caixa eletrônico.

Na fábrica onde trabalhava as pessoas usavam crachás com o nome escrito, mas que para mim também não faziam sentido algum, as vezes queria perguntar algo mas não sabia como começar, pois não conseguia ler o nome nem o cargo da pessoa.

Banco, correio, prefeitura, lugares onde era necessário preencher papéis eram um suplício, aqueles formulários todos escritos em japonês e eu tendo que perguntar onde se escrevia o quê, e perguntando se podia escrever em letras romanas pois não sabia escrever em japonês, e as pessoas olhando para mim com uma expressão de perplexidade, pois pareço um japonês mas era analfabeto, e para eles isso é um tanto inusitado.

Lembro que evitava ir a restaurantes que não tinham um cardápio com fotografias, pois não conseguia ler, e claro, não conseguia fazer o pedido, mais de uma vez entrei e logo saí de um restaurante depois de ver o cardápio. E por isso, acabava indo muito ao MacDonald’s e ao Kentucky, pois era só apontar para a foto no cardápio e levantar o dedo fazendo sinal de um e o pedido era logo compreendido. Contei esse caso uma vez  a um japonês e ele me disse, “agora compreendo porque os estrangeiros vão tanto ao fast-food, não conseguem ler o cardápio, nunca havia  pensado nisso.” Quanta comida ruim tive que comer pelo simples fato de não saber ler um cardápio.

E depois de ter passado muito aperto e muita vergonha, começei a entender a dificuldade passada por uma pessoa que não sabe ler e escrever, gestos que para nós brasileiros no Brasil, podem parecer algo nato, é tão natural que temos a impressão de que já nascemos sabendo, e nos custa entender o drama dos excluídos, daqueles que não tiveram a oportunidade de ter o mínimo de instrução para ao menos escrever o próprio nome.

O analfabetismo é algo que deve ser erradicado, pois todo ser humano deve ter o direito ao mínimo de dignidade, sem ter que ficar perguntando o que está escrito ou passando a vergonha de ter que dizer “não sei ler” ou “não sei escrever”.

Vou terminando por aqui, se quiserem deixem um comentário.

Um abraço.